quinta-feira, 20 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

 Exercícios de português ...

Exercícios de Português



Habilidades desenvolvidas:
- Reconhecer informações explícitas no texto;
- Identificar o conflito gerador de um texto narrativo;
- Diferenciar um fato de uma opinião relativa a esse fato;
- Identificar relações de causa e consequência;
- Fazer inferências a partir de informações implícitas;
- Reconhecer as relações de sentido entre as orações a partir da semântica dos conectores;
- Identificar o sentido de expressões conotativas.



Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.

(Mundo Online, 4, fev., 2003)



Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.

– É bom você anotar – disse ela – porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.

Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.eer r

– “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” – ditou ela –, “favor não proceder à ressuscitação”.

Uma pausa, e ela continuou:

– “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.

Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.

– Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.

Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.

Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.

(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)



1- O trecho da crônica que mostra que o cronista inspirou-se em um fato real é

(A) a notícia, retirada da Internet, que introduz a crônica.

(B) as manobras de ressuscitação praticadas pelos médicos.

(C) a reprodução da conversa entre a secretária e o tatuador.

(D) a história de amor entre a secretária e o tatuador.



2- O fato gerador do conflito que constrói a crônica é a secretária

(A) ser mais jovem que a enfermeira da notícia.

(B) concluir que a vida não vale a pena.

(C) achar romântica a história da enfermeira.

(D) ter se envolvido com o tatuador.



3- Um trecho do texto que expressa uma opinião é

(A) “Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa.”

(B) “O homem não comentou; perguntou apenas o que era para ser tatuado.”

(C) “A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

(D) “Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde.”



4- O trecho do texto que retrata a consequência após o encontro da secretária com o tatuador é

(A) “Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia”.

(B) “Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar”.

(C) “E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la”.

(D)” Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem”.



É preciso se levantar cedo?

A partir do momento em que a lógica popular desenrola diante de nós sua sequência de surpresas, é inevitável que vejamos surgir a figura do grande contador de histórias turco, Nasreddin Hodja. Ele é o mestre nessa matéria. Aos seus olhos a vida é um despropósito coerente, ao qual é fundamental que nós nos acomodemos.

Deste modo, quando era jovem ainda, seu pai um dia lhe disse:

– Você devia se levantar cedo, meu filho.

– E por quê, pai?

– Porque é um hábito muito bom. Um dia eu me levantei ao amanhecer e encontrei um saco de ouro no meu caminho.

– Alguém o tinha perdido na véspera, à noite?

– Não, não – disse o pai. – Ele não estava lá na noite anterior. Senão eu teria percebido ao voltar para casa.

– Então – disse Nasreddin –, o homem que perdeu o ouro tinha se levantando ainda mais cedo. Você está vendo que esse negócio de levantar cedo não é bom para todo mundo.

(CARRIÈRE, Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo: Códex, 2004.)



5- O diálogo entre pai e filho permite entender que

(A) pai e filho não se dão bem.

(B) pai e filho têm os mesmos hábitos.

(C) pai e filho encontraram um saco de ouro.

(D) pai e filho pensam de forma diferente.



6- O uso do vocábulo “então”, que abre a fala final de Nasreddin, serve para que apresente ao seu pai

(A) a conclusão que tirou da resposta.

(B) a hora de encerrarem aquela conversa.

(C) a justificativa para acordar mais tarde.

(D) a hipótese de que estava com a razão.



O silêncio do rouxinol

[...]

Na época de Salomão, o melhor dos reis, um homem comprou um rouxinol que possuía uma voz excepcional. Colocou-o numa gaiola em que nada faltava ao pássaro e na qual ele cantava, horas a fio, para encanto da vizinhança.

Certo dia, em que a gaiola havia sido transportada para uma varanda, outro pássaro se aproximou, disse qualquer coisa ao rouxinol e voou. A partir desse momento, o incomparável rouxinol emudeceu.

Desesperado, o homem levou seu pássaro à presença do profeta Salomão, que conhecia a linguagem dos animais, e lhe pediu que perguntasse ao pássaro o motivo de seu silêncio.

O rouxinol disse a Salomão:

– Antigamente eu não conhecia nem caçador, nem gaiola. Depois me apresentaram a uma armadilha, com uma isca bem apetitosa, e caí nela, levado pelo meu desejo. O caçador de pássaros levou-me, vendeu-me no mercado, longe da minha família, e fui parar na gaiola deste homem que aí está. Comecei a me lamentar noite e dia, lamentos que este homem tomava por cantos de gratidão e alegria. Até o dia em que outro pássaro veio me dizer: “Pare de chorar, porque é por causa dos seus gemidos que eles o mantêm nessa gaiola”. Então, decidi me calar.

Salomão traduziu essas poucas frases para o proprietário do pássaro. O homem se perguntou: “De que adianta manter preso um rouxinol, se ele não canta?”. E lhe devolveu a liberdade.

(CARRIÈRE. Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo: Códex, 2004.)



7- O fato que gera o conflito na história é o pássaro

(A) possuir uma voz excepcional.

(B) ter emudecido.

(C) ser um rouxinol.

(D) encantar a vizinhança.



8- No trecho “...cantava, horas a fio, para encanto da multidão.”, a expressão “horas a fio” tem o sentido de

(A) de vez em quando.

(B) durante muito tempo.

(C) pousado em um fio.

(D) sem cobrar por isso.



9- A decisão de não mais cantar, comunicada pelo rouxinol a Salomão, que a traduziu para o homem, teve, como consequência, o homem

(A) não entender a tradução.

(B) ficar desesperado.

(C) libertar o rouxinol.

(D) silenciar o rouxinol.



10- O trecho do texto que contém uma opinião é

(A) “Na época de Salomão, o melhor dos reis,...” 
(B) “Pediu que perguntasse ao pássaro o motivo de seu silêncio.”...

(C) “Comecei a me lamentar noite e dia,...”

(D) “E lhe devolveu a liberdade.”

sexta-feira, 17 de maio de 2013


Gente aqui está uma ajuda para quem está estudando África.


A África e a escravidão

A escravidão foi um importante fenômeno da história, estando presente em muito lugares, desde a Antiguidade a épocas muito recentes. A África esteve intimamente ligada a esta história, tanto como fonte principal de escravos para as antigas civilizações ( o mundo islâmico, a Índia e as Américas), quanto como uma das principais regiões onde a escravidão era “comum”.
Na verdade, na África a escravidão durou até o século XX (muito mais que nas Américas). Tal antiguidade e persistência requer uma explicação, tanto para compreender o desenvolvimento histórico da escravidão na África, quanto para avaliar a relativa importância do tŕafico de escravos para este desenvolvimento.
Segundo Lovejoy, a escravidao se expandiu na África em pelo menos três estágios: 1350 a 1600, 1600 a 1800 e 1800 a 1900, durante os quais o escravismo se tornou fundamental para a economia política africana. Em primeiro lugar, a escravidão ocupou uma área geográfica cada vez maior, difundindo-se para fora daquelas regiões diretamente envolvidas no comércio de escravos. Em segundo lugar, o papel dos escravos na economia e na sociedade tornou-se crescentemente importante, do que resultou na tranformação da ordem social, econômica e política.
O fator islâmico

Nos séculos VIII, IX e X, o mundo islâmico tinha se tornado o herdeiro dessa longa tradição de escravidão, continuando o padrão de incorporar escravos negros da África às sociedades ao norte do Saara e ao longo das costas do oceano Índico. Os estados muçulmanos desse período interpretavam a antiga tradição escravista de acordo com sua religião.
Inicialmente, os escravos eram prisioneiros capturados nas “guerras santas” que expandiram o islã da Arábia pelo norte da África. A escravização era justificada com base na religião, e aquele que não era muçulmano estava legalmente passíveis de escravização. Na tradição islâmica, a escravidão era vista como um meio de converter os não-muçulmanos. Assim uma das tarefas do senhor era a instrução religiosa, e na teoria os muçulmanos não podiam ser escravizados, embora na prática isso fosse muitas vezes violado. Ao contrário da escravidão europeia nas Américas, a escravidão muçulmana não leva muito em consideração a cor da pele.
Os cativos não eram necessariamente negros, embora os negros constituíssem uma parte significativa da população escrava (os escravos também vinham da Europa Ocidental e das estepes do sul da Rússia, muitas vezes prisioneiros de guerra).
A escravidão islâmica não era uma instituição autoperpetuadora, e aqueles nascidos no cativeiro formavam uma parcela relativamente pequena da população escrava. A maioria dos filhos de escravos era assimilada pela sociedade muçulmana.

LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de sua transformações. RJ: Civilização Brasileira, 2002.

quinta-feira, 16 de maio de 2013


logo_alta_fundobranco
A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro lançou a Educotecauma plataforma online colaborativa de aulas digitais, onde alunos e professores podem acessar atividades autoexplicativas de forma lúdica e prática, de qualquer lugar e a qualquer hora. As aulas incluem planos de aula e apresentações voltados para professores que queiram utilizar as atividades nas salas, com os alunos. Cada uma delas possui temas, competências e habilidades contempladas nas orientações curriculares da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Essas orientações curriculares de cada ano e cada disciplina foram divididas em 32 aulas digitais, que correspondem às semanas do ano letivo, retiradas àquelas voltadas para avaliações e revisões.
As atividades incluem vídeos, animações, imagens, textos, podcasts, mini-testes e jogos, seguindo um roteiro pré-definido que obedece a teorias de metacognição. A plataforma visa melhorar a qualidade da experiência educacional, a partir da utilização das novas tecnologias e novas descobertas da neurociência, para a criação de um modelo pedagógico que melhor responda às demandas das crianças e jovens.
As aulas são criadas e revisadas por professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.
Entretanto, qualquer aluno ou professor pode acessar a plataforma como visitante e usufruir de todo seu conteúdo através do link: http://www.educopedia.com.br